terça-feira, 6 de setembro de 2011

Porreiro, Pá!


Porreiro, Pá
É passar uma tarde a beber bejecas numa esplanada em Sintra, a fazer pouco dos cámones, e depois ir visitar o Palácio Nacional, mesmo que tristemente constate que está ao abandono, fruto da estupidez de quem não tem dimensão para tratar da koltura deste país.

Porreiro, Pá
É ir passar um fim-de-semana na costa alentejana, com quatro miúdas giras (e um gajo feio), sendo que uma dela é a minha ultra-poderosa discípula Jedi de 4 meses, que um dia vai conquistar a Galáxia!
Encher a pança na “Paparoca”, e dar cabo da “linha” a enfardar gelados e croissants na Mabi.
Pela primeira vez acampar, e acordar de madrugada com um caramelo aos berros e a partir vidros, para horas mais tarde descobrir que esse caramelo está na tenda ao lado da minha, com a mão desfeita por ter decidido partir uma janela ao murro no meio de uma discussão com outros caramelos.

Porreiro, Pá
É ver um gajo que #$&@# o dedo todo a pintar bonecos do Warhammer, e ver uma doidinha uma tarde toda aos saltos a fazer questão de me mostrar todos os vídeos que gravou dos Bon Jovi com o seu “dispositivo sem fios Blackberry”.

Porreiro, Pá
É passar uma semana de férias com um bando de geeks, passando as manhãs na praia a jogar à Sueca e ao Monopoly Go; passar as tardes a jogar D&D, Carcassone, Cave Troll, e o Monopólio original (com vinte anos, e que ainda me deixa comprar o Campo Grande por seiscentos escudos!); passar as noites a ver filmes de matar a rir por serem tão maus; fazer grelhados; empaturrarmo-nos em soja e ramen; beber sangria a qualquer hora do dia; e até mesmo comer batatas fritas com componentes tóxicos e regadas com molhos decadentes e provavelmente corrosivos; partir puzzles de madeira, e depois comprar super-cola para os arranjar.

A todos os gremlins que fizeram deste uns dos melhores verões dos últimos 2011 anos... eu “like” de vocês! ;)

O que já não é lá muito Porreiro, Pá é ter que esperar agora um ano para voltar a fazer tudo isto outra vez... :(


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Super 8 (crítica)


2011 está (pelo menos até ao momento) a ser um dos anos mais medíocres em termos de cinema (Hollywood). Depois de fiascos absolutos como “Sucker Punch” e “Transformers 3”, e desilusões como “Tron Legacy” e “Piratas das Caraíbas 4” já começa a tornar-se difícil abrir a carteira para pagar mais um bilhete de cinema. Mas quando aparece um novo filme de J. J. Abrams, produzido por Steven Spielberg, e rodeado de secretismo e suspense... uma pessoa fica com a pulga atrás da orelha. Afinal, J. J. Abrams é um dos realizadores/produtores que de momento mais crédito me merecem (então depois do colossal “reboot” de Star Trek em 2009...).
“Super 8” é essencialmente um tributo de Abrams aos primeiros filmes de Spielberg, aqueles que nos anos 70 e 80 enchiam o cinema de magia. As semelhanças com “E.T.” e “Os Goonies” são muitas, e propositadas. Não vou falar muito do filme, mas confesso que tanto secretismo em redor do mesmo acabou por resultar num “então mas afinal era só isto”? O argumento (também escrito por Adams) não é muito original, nem propriamente criativo. Tem, isso sim, uma densidade/profundidade muito enriquecedora em termos das relações humanas, que exploradas magistralmente pelos jovens actores valorizam bastante o filme. A história roda em torno de um grupo de miúdos que, no final dos anos 70, se entretém a fazer um filme de zombies. No meio desta aventura, um comboio descarrila e... meia hora depois a Força Aérea Americana chega à cidade...
A realização característica de Abrams está, como de costume, muito boa, e a forma como consegue arrastar o suspense durante mais de hora e meia é cheia de mérito. Mas, quando ao fim dessa hora e meia chega “a verdade” é difícil não ficar com a sensação de “bah, esperava-se algo menos cliché”.
A crítica tem recebido muito bem o filme, e de facto é uma das excepções ao que o ano 2011 tem oferecido em termos de cinema.
Há ainda algo em que o filme merece nota 20: os jovens actores. Não me recordo de ver um grupo de miúdos (quase todos desconhecidos) a fazer um conjunto de interpretações tão marcantes. E aqui, indiscutivelmente, o Oscar vai para Elle Fanning. A miúda é soberba, e dá lições de interpretação a muitos actores veteranos de Hollywood. O filme tem duas cenas em que ela arrasa por completo a objectiva. Uma delas, dramática até dizer “chega”, deixa uma pessoa de boca aberta a deliciar-se com o nível de perfeição da rapariga. Os três minutos que dura a cena em que ela vê uma projecção de um filme de família antigo são de bradar aos céus, e justificam bem um Oscar.
Posto isto, é um filme interessante, que não desilude, mas que também está longe de encher as medidas. Há excessos perfeitamente desnecessários, como o idiótico descarrilamento do comboio em que J. J. Abrams fez questão de fazer uma sequência explosiva para cada um dos vagões do comboio. Dá a sensação que são 10 comboios diferentes a descarrilar/explodir cada um de forma mais espectacular (no mau sentido) do que o anterior.
Somente no final, já quando os créditos estão a rodar, é que se percebe o resultado do filme dos zombies, que tem momentos e referências deliciosamente hilariantes (“Romero Chemicals” é divino).

Pelo melhor: a química esplêndida de um grupo de jovens actores com menos de 15 anos, que é coroada por mais uma confirmação do talento daquela que antigamente era conhecida apenas por “a irmã da Dakota Fanning”.

Pelo pior: o sentimento de “faltou aqui qualquer coisa”, motivado pelo mistério que os produtores quiserem criar em redor do filme.

“E.T. phone hooooooooooooome”

“I would like to thank the Academy...”

 “Eu já disse que não me chamo Frodo Baggins... e NÃO sou um hobbit!”

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Croácia e Eslovénia, Parte 1


Ora, consta que O Iluminado andou a vadiar uns dias por terras Croatas e Eslovenas (Ai, as Croatas...). Posto isto, mais vale partilhar com os comuns mortais meia-dúzia de histórias de encantar, ao jeito das Mil e Uma Noites... embora tenham sido apenas sete.
Para quem não está a ver onde se situam a Croácia e a Eslovénia (a seguir à Praça do Comércio, virar à esquerda e ir sempre em frente), referir que faziam parte da antiga Jugoslávia deve ajudar pouco. Confesso que da minha infância os meus conhecimentos a respeito da “Jugoslávia” se resumiam a uma canção dos UHF (Jugoslávia bonita, filha da Europa, fronteiras malditas que o ódio devora, Saraieeeeeeevo, ó-oh-oooooh). Mais tarde iluminei-me um pouco quando houve uma guerra por aquelas bandas, e nós enviámos soldados Portugueses para integrar uma missão de paz no Kosovo. Não querendo tornar este texto numa lição de História (embora em nada me importasse de o fazer, dado que se trata de uma das coisas que mais me fascina), creio que é importante perceber um pouco do contexto de um país que visitamos enquanto turistas. Há seis países (Croácia, Eslovénia, Bósnia, Sérvia, Montenegro e Macedónia) que se situam  geograficamente encostados e onde há vários séculos impera um ódio étnico de dimensões consideráveis (quase comparável ao ódio étnico que O Iluminado tem em relação a um certo “país vizinho”...). A seguir à Segunda Guerra Mundial foi instaurada uma ditadura que visava diluir esse ódio, e formar um grande país unificado sob a égide do comunismo, ao qual foi dado o nome Jugoslávia (“a terra dos eslavos do sul”). Durante alguns anos o sistema aguentou-se, mas quando o ditador Marechal Tito morreu, tudo colapsou. O ódio renasceu, o sistema estava corrupto, e alguns países começaram a proclamar a independência (nomeadamente a Croácia). Não tardou muito para que estoirasse uma guerra brutal em toda a região, que somente foi interrompida pelo facto de as tropas da ONU e da NATO se encontrarem desde finais dos anos 90 a manter a paz.
Falemos de coisas mais interessantes: Dubrovnik. Esta é a cidade mais conhecida da Croácia, embora não seja a capital. Situa-se mesmo na pontinha do sul, no mar adriático, na Costa Dálmata (sim, essa mesmo, dos cães às pintinhas). Dubrovnik tem uma História antiga, e rica, da qual não vou falar aqui, e é famosa pela sua cidade antiga muralhada, que se abre num porto. É uma cidadezinha bonita, com os edifícios todos da mesma cor, em pedra branca, com as janelas com portadas verde-escuro. Há mesmo legislação nesse sentido. A cidade tem um encanto particular de noite. Cheguei pelas 22h00 e TODO o comércio estava aberto. As ruas estreitas estão cheias de bares animados, cheias de iluminação e... miúdas Croatas. Eu tenho obviamente que falar das Croatas, pois estes seres divinos merecem que O Iluminado pare no meio da rua a babar-se! Bonitas, muito simples, e com a maquilhagem ideal. Nada de mulheres super-produzidas, com ar importante e com tanta maquilhagem como o Marilyn Manson. Fiquei fã das Croatas. Da próxima vez que lá for trago umas 3 ou 4 na bagagem do porão. Mas estava eu a falar de Dubrovnik... as águas que banham quer a cidade quer as mil e duzentas ilhas que existem na Costa Dalmata são de um azul-turquesa cristalino, impossível de imaginar. Aquilo não se faz com Photoshop... Falando das águas, das ilhas, e da paisagem, geralmente não fica na memória o hotel em que se permaneceu. Mas tive a sorte de ficar no Hotel Valamar que se situa numa encosta que desce até ao mar sereno. Ao contrário dos outros hotéis, em que “subimos num elevador interior”, neste “descemos num elevador exterior” (panorâmico). E o que dizer quando se acorda às sete da manhã e a vista do quarto do hotel é esta:

Só para fazer mais inveja aos comuns mortais, quando cheguei ao hotel estava um quarteto de cordas a tocar. Ou, dizendo isto mais correctamente, “estavam quatro giraças Croatas a tocar instrumentos de cordas”.
Sobre Dubrovnik, resta dizer que tem um mosteiro franciscano que alberga uma das farmácias mais antigas do mundo ainda em funcionamento (data de 1317), que revela uma fascinante História de saúde-pública e antigas políticas de prestação de cuidados de saúde e higiene à população (em contraste com certas “pessoas” que ainda saem da casa-de-banho sem lavar as mãos depois de mijar).
Seguiram-se Split, Sibenik e Zadar, três cidades igualmente com longa História, muito ligada à religião católica. Split tem um interessantíssimo labirinto de ruas no seu centro, onde existiu o palácio do Imperador Diocleciano (Séc. III), que ao longo dos tempos foi “remodelado” pelos habitantes, e incorporando uma mescla de estilos, edifícios, influências e tudo o mais.
Zadar tem um centro histórico situado numa península, mas é curiosamente pelas suas novidades que a cidade tem interesse. Em anos recentes foi construído um Orgão Marinho, junto à água, que consiste numa série de tubos por onde a água entra, e o seu movimento oscilatório produz uma sequência de sons “mais ou menos musicais”. A outra atracção é o Monumento de Saudação ao Sol, que é um círculo de painéis fotovoltaicos no chão, que durante o dia absorvem a energia, e à noite iluminam-se numa dança de cores. Muito giro.
Depois de uma série de cidadezinhas costeiras muito agradáveis, semelhantes a Cascais, a escala subiu! Plitvice é o nome da região que alberga o principal parque natural da Croácia. É um parque gigantesco, cheio de lagos e cascatas, com as tais águas-azuis-não-Photoshop. Três horas de caminhada entre cascatas, árvores, libélulas azuladas, com passeio de barco incluído... E o passeio de barco até teve direito a animação imprevista: a dada altura desata tudo a falar alto e a apontar para a água... uma cobra amarela banhava-se descaradamente nas águas.
Esta  parece ser uma boa forma de encerrar a primeira parte da viagem. A seguir: Eslovénia.
 Dubrovnik

 Plitvice

 Zadar (Monumento ao Sol)

 O iate privado d'O Iluminado, à Sua espera em Trogir

quinta-feira, 16 de junho de 2011

“Dune”, de Frank Herbert

Durante várias décadas a ficção científica e a fantasia foram considerados géneros literários menores. Entre o legado que o século vinte deixa para a História, fica o crescimento e afirmação destes géneros, embora ainda tenha sido no século anterior que surgiu aquela que talvez tenha sido a obra que mais importância teve para a ficção/fantástico: o inestimável “Drácula”, de Bram Stoker.
“Dune” foi escrito por Frank Herbert nos anos 60. É, porventura, uma das obras maiores de toda a Literatura. Creio que a sua dimensão ainda não foi inteiramente assimilada, mas estou certo que a Humanidade um dia chegará lá...
A história de Dune decorre no futuro, numa era onde existe um império galáctico, governado pelo Padisha Emperor Shaddam IV, e composto por várias Casas Nobres, povoadas por duques e barões. A base de toda a economia galáctica reside na exploração de “especiaria”, uma substância que, entre outras coisas, permite as viagens interplanetárias.
He who controls the spice, controls the Universe.
E a especiaria só existe num único planeta em todo o Universo: Arrakis, o planeta desértico também conhecido como Dune.
A história inicia-se com a chegada da Casa Atreides a Arrakis, para tomar nas suas mãos o controlo da exploração da especiaria, retirando-o à Casa Harkonnen. A densidade da intriga política que se esconde por trás desta decisão do Padisha Emperor Shaddam IV é apenas uma das múltiplas riquezas de Dune.
Política, Profecia, Ecologia e Civilização, estes são os quatro pilares que definem a saga. Raras vezes um livro se concentrou tanto na ecologia de um planeta. Arrakis é a verdadeira personagem principal da história. Todas as personagens que entram em Dune são meros figurantes, com excepção de Paul e da sua mãe, Jessica. Frank Herbert não era um escritor por aí além, mas a perfeição com que conseguiu caracterizar o planeta desértico, habitado pelas impressionantes minhocas gigantes que vivem nas areias de Dune, e pelos enigmáticos Fremen, que olham para a água como o bem mais precioso do Universo, e que têm os olhos toldados por uma névoa azul, efeito da exposição à especiaria, garante-lhe um lugar de destaque na literatura fantástica.
Toda a obra é imersa numa forte profecia, misturada por uma mitologia muito peculiar, tendo conseguido produzir algumas das frases mais marcantes da ficção científica.
Fear is the mind killer.
The sleeper has awakened!
He is the Kwisatz Haderach.
A juntar-se a este património há ainda a riqueza de termos, muitos de inspiração árabe, que povoam o livro, como desde logo “a jihad”.
Dune é filosofia, religião, ciência, mito, uma viagem profunda pela criatividade que faz dos humanos a espécie dominante, não de Arrakis, mas do planeta Terra.
Quando vos perguntarem que livro levariam convosco se fossem para uma ilha deserta, respondam “Dune”, sem hesitar. Aproveitem para levar uma garrafinha de “Water of Life”, para quando o terminarem...
 
The beginning is a very delicate time. Know then that it is the year 10191. The Known Universe is ruled by the Padishah Emperor Shaddam IV, my father. In this time, the most precious substance in the universe is the spice Melange. The spice extends life. The spice expands consciousness. The spice is vital to space travel. The Spacing Guild and its navigators, who the spice has mutated over 4,000 years, use the orange spice gas, which gives them the ability to fold space. That is, travel to any part of universe without moving.
Oh, yes. I forgot to tell you — the spice exists on only one planet in the entire universe. A desolate, dry planet with vast deserts. Hidden away within the rocks of these deserts are a people known as the Fremen, who have long held a prophecy that a man would come, a messiah who would lead them to true freedom. The planet is Arrakis, also known as Dune.
- Princess Irulan

terça-feira, 14 de junho de 2011

X-Men: First Class (crítica)

Os filmes de super-heróis estão na moda. E isso são boas notícias? Nem por isso...
Desde que os dois gigantes dos comics americanos - Marvel e DC - se aperceberam que as vendas das bandas desenhadas de super-heróis se estavam a afundar arriscaram numa aposta inteligente: o cinema. Não só já têm um longo património construído (quer em termos de histórias, quer em termos de fãs), como conseguiam uma espécie de “co-geração”: tinham receitas com os filmes, e aproveitavam para fazer publicidade aos seus históricos heróis.
Depois de ter sofrido com os inenarráveis “X-Men 3” e “Wolverine” a minha vontade de ir ver “X-Men: First Class” não era por aí além. Mas um grupo de vilões intergalácticos acabou por me arrastar para o cinema, e logo no Dia dePortugal!
O filme está bastante superior ao que era expectável, o que é muito bom. Mas não é menos verdade que já nos habituámos a não esperar muito de Hollywood... Nos dias que correm, é preciso ir cinco vezes ao cinema para conseguir apanhar um filme decente. A criatividade é um recurso escasso. Os argumentos são cada vez mais substituídos por “efeitos digitais” (na minha perspectiva, nem merecem ser considerados efeitos especiais na maioria das vezes). E quando uma pessoa está sentada numa sala de cinema, e já antecipa os próprios diálogos que se vão desenrolar... torna-se aborrecido. Outrora, uma ida ao cinema era uma excitação grande. Actualmente, é como ver a abertura das notícias às 20h: passados os primeiros 2 minutos começamos a fazer zapping...
Mas vamos aos pontos positivos do filme. Em primeiro lugar, um monumental destaque para um filme que é falado em nada menos do que cinco línguas. Para ser perfeito só faltou que uma dessas línguas fosse a de Camões. Inglês, Francês, Alemão, Espanhol e Russo. Depois da vergonha que foi ver no “Piratas das Caraíbas 4” os espanhóis a falarem “inglês com sotaque”... Palmas de pé para quem teve o arrojo de colocar os actores a falar tantas línguas! E aqui há aquele que a meu ver é o outro destaque do filme: Michael Fassbender. Não faço ideia quem é este gajo. Não me lembro de o ter visto em qualquer outro filme. Mas consegue criar um Erik Lehnsherr (vulgo Magneto) com dimensão, identidade, e muita categoria. Todo o elenco está muito bem, mas Fassbender está simplesmente brilhante. James McAvoy interpreta um Professor X muito diferente do habitual, mas que consegue um bom resultado. A parceria com Jennifer Lawrence (toda giraça, mesmo quando está azul - Mystique) dá uma química muito própria, e cheia de dinâmica, ao filme.
Não irei revelá-lo aqui, mas há ainda um “convidado especial” no filme, porventura inesperado, que faz “o momento do filme”.
Entre os pontos negativos do filme, uma clara referência aos previamente mencionados “efeitos digitais”. Gastam milhões de dólares em efeitos de computador para termos um submarino a ser arrancado do mar, a ser arrastado ao longo de uma praia, e depois temos um quarto de hora de cenas passadas na praia, com o submarino em pano de fundo, e a praia toda limpinha, e arranjadinha, como se nada se tivesse passado... Era preciso assim um génio tão grande para notar isto?

Pelo melhor: a interpretação marcante de Fassbender, e o facto de, pasmem-se!, o filme não ser em 3D!

Pelo pior: o “Fera” que parece um boneco de peluche azul com brilhantina, cruzado com um dos macacos originais de “O Planeta dos Macacos”.
 “The Force is strong with you, young Skywalker... mesmo que tenhas um balde da Tupperware na cabeça.”
“Acredita... se apagares a luz, debaixo dos lençóis nem dás por eu ser vermelho e ter cauda...”