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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

2014: O Balanço



Não sei que balanço existe para fazer de um ano que teve “corrupção” escolhida como palavra do ano, mas como entendo que esta aventura bloguística deve ter como missão partilhar algo interessante e construtivo com meia-dúzia de amigos… senhoras e senhores, está na hora de mais um Balanço Anual do vosso génio criativo de eleição!


2014 começou da melhor forma possível: comigo em Roma, rodeado de amigos! Dificilmente nas minhas próximas sessenta e seis passagens de ano será possível superar este feito. Não vou voltar a falar desse momento, uma vez que o fiz no Balanço anterior, mas em vez disso vou recordar outro momento igualmente extraordinário: o meu aniversário! Bem sei que é um dia de gáudio e celebração para toda a Humanidade, mas este ano os amigos do Psy conseguiram a extraordinária proeza de me oferecer um conjunto de prendas que na sua simplicidade definem exactamente quem sou. Senão vejamos: um livro de ficção histórica que tem Michelangelo Buonarroti como personagem principal; um jogo de tabuleiro com a temática de Dungeons & Dragons; uma t-shirt d’O Império Contra-Ataca; um puzzle da Barbie e um panamá encarnado, porque eu sou tarado e os meus amigos são tão tarados como eu! Já vos disse este ano que vos adoro?
Sobre o Gnosei Seauton propriamente dito, creio que 2014 não foi um ano de particular relevância, ficando essencialmente na minha memória como “o ano da preguiça”, pois houve inúmeras coisas sobre as quais queria escrever, e acabei por não o fazer. Aliás, a preguiça tem sido tanta que o Prodigioso Psy até já levou um puxão de orelhas do Fantástico Sr. Fusão por estar atrasado com o post do Balanço Anual.
Fechado este capítulo, debrucemo-nos (sem deixar cair o panamá vermelho) sobre os tópicos habituais.

2014: Uma Música
Já ando há várias semanas a pensar no que iria colocar nesta rubrica. Sim, ficam a saber que eu começo a pensar com bastante antecedência nas escolhas para os posts de Balanço. Verdade seja dita, este ano não me inspirou muito em termos musicais. Gostaria de destacar apenas o orgulho de ver o – senhor! – Carlos do Carmo a receber um Grammy.
De resto, até houve a surpresa de um inesperado álbum de originais dos Pink Floyd (que serviu como bomba de nostalgia), mas em termos de canções não houve muito que me tivesse ficado no ouvido. Sei que tenho um trio de amigos que desejaria profundamente que eu escolhesse o “Turbinada” da Ana Malhoa para música do ano… mas eu não quero pela primeira vez na vida começar a ter pensamentos suicidas.
Posto isto, não havendo uma canção que me pareça merecer um particular destaque, a única forma que tenho de preencher esta rubrica é fazendo um bocadinho de batota, e já que falamos de Música, então que falemos de coisas sérias. A banda sonora de Interstellar é um dos maiores feitos musicais dos últimos anos. Hans Zimmer não falha, e portanto todo e qualquer prémio que tenha “Música” no título pode ser entregue a um artista maior que os Homens, capaz de fazer algo como este No Time For Caution.


2014: Um Filme
Do not go gentle into that good night,
Old age should burn and rave at close of day;
Rage, rage against the dying of the light.
Não será propriamente uma surpresa apontar Interstellar como o filme do ano. Apesar de eu achar que lhe faltou qualquer coisinha lá no fundo, a verdade é que o único filme de 2014 que poderia eventualmente disputar o lugar cimeiro do pódio seria o Guardiões da Galáxia. Mas isso seria para gente que gosta de filmes para gente doida, que é a única coisa que se pode dizer de um filme que tem um guaxinim falante e uma árvore andante. Mas, apesar de Guardiões da Galáxia ter sido sem dúvida a surpresa do ano, não deixa de ser um filme de cowboys no espaço, e, a bem da coerência, um filme profundo e introspectivo como Interstellar nunca poderia verdadeiramente ceder o primeiro lugar a uma “brincadeira de gente crescida”.

2014: Um Livro
Ai, ai, ai, ai, ai! Não quero falar desta rubrica… ainda! Explico muito rapidamente: estão a ver a tal preguiça? Pois é, por esta altura eu já deveria ter escrito o artigo sobre o melhor livro que li em 2014, mas ainda não o fiz. Sem revelar o título, ou o autor, deixo apenas uma pista: já aqui falei dele! ;P
Aguardem mais uns dias, e… talvez eu vos fale de elefantes!

2014: Um Comentário Político

2014: O Momento Mr. Bean do Ano
Eu ia a escrever que finalmente tinha passado um ano sem fazer figura de urso, mas subitamente lembrei-me de um grupo de quatro trintões, em pleno Centro Comercial Colombo, a rir à gargalhada enquanto viam num i-Pad o “Turbinada” da Ana Malhoa e o “qualquer-coisa-Vanessa-Popozuda”.
E, pronto, vamos ficar por aqui, pois eu ainda gostaria de iniciar 2015 com alguma réstia de dignidade…

2014: Um Momento
Já mencionei Roma? Tenho assim a vaga noção de o ter feito, mas por via das dúvidas, e só mesmo para ter a certeza, o momento do ano é mesmo Roma! A minha cidade, o meu espírito, a minha identidade. Estar, no dia 1 de Janeiro, na Praça de São Pedro no meio de uma multidão que não cabe no enquadramento da máquina fotográfica é algo assombroso! Até mesmo para quem não tem crenças religiosas, sentir aquela força humana tremenda é inspirador. E, convenhamos, o Papa Xico é um tipo do mais porreiro que há. Um dia destes convido-o para jogar boardgames connosco. Depois seguiu-se a escultura, a arquitectura, a pintura, a História, os Museus do Vaticano, e cada calhau que há por Roma. Nenhuma outra cidade do mundo faz sombra à Cidade dos Césares - meus ascendentes.
Mas mudemos de assunto, caso contrário acabam-se-me as páginas e a tinta da caneta. Assim, ergo a minha Guinness a quem comigo percorreu museus, partilhando gargalhadas a cada vez que escutava "comentários intelectuais" (Ué, Rubens com S? Não devia ser Ru-BEN?); a quem me sequestrou em pleno Algarve, e – amarrado no porta-bagagens de um carro! – me obrigou a cruzar a fronteira para ir àquela terra cujo nome se me escapa de momento, forçando-me a por lá "almoçar" (na melhor das hipóteses, a engolir umas substâncias sólidas condimentadas); a quem comigo passou uma noite inteira de chinelo na mão a matar melgas!!!; a quem comigo jogou Race For The Galaxy, Twilight Imperium, Lords of Waterdeep, e... aquele outro jogo cujo nome se me escapa porque é horrível e pessoas de bom gosto se recusam a jogá-lo (vá, pronto, está bem, eu digo – sob ameaça de morte – que o Cosmic Encounters é capaz de não ser tão mau como eu o pinto); à Irmandade da Vacaria, que pouca gente sabe o que é, mas que me faz morrer de riso; à louraça que me fez passar boa parte da véspera da passagem de ano agarrado a uma Barbie (a sério, isto de passar dos trinta e começar a brincar às Barbies... digam lá, é o karma a gozar comigo, não é?); à mãe dessa louraça, que é uma pessoa espantabulástica porque faz bolos espectaculares para um grupo de marmanjos que lhe invade a casa a toda a hora para jogar jogos de tabuleiro (que invariavelmente acabam com "um certo descendente dos Césares" a berrar FARTARUGA e NINOSSAURO); aos frenéticos (De)formadores que me baptizaram de “Cartoon Maquiavélico”; aos muy nobres irmãos escolásticos, e esbeltas donzelas, que comigo calcorrearam os caminhos de Óbidos, e que respeitando a tradição Templária encheram a pança de cerveja até mais não; e a todos os que discordam comigo sobre cinema (e que estão errados! e – SIM! – a porra do IMAX estava azul!!!).
E, só mesmo para terminar... já referi Roma?

Bom, certo é que o novo ano já cá anda, e portanto é hora de carregar no botão reset, e inventar coisas novas, e memoráveis. Sei que estão em pulgas para terminar de ler este artigo e ir a correr descobrir o que é o “Turbinada”. E se forem suficientemente audazes para o fazer (e sobreviverem à experiência), espero que me perdoem, e que tenham um 2015 tão inspirador como… link.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

2013: O Balanço

Os posts de Balanço Anual aqui no blogue costumam ser dos mais populares. Tendo em conta esse património, acresce o peso que tenho sobre os ombros de escrever algo com pés e cabeça. Quanto ao ano em si, foi igual a todos os outros, com coisas boas e coisas más. Mas, acima de tudo, foi o ano da Gata Telma!
Vou observando esporadicamente alguns indicadores estatísticos relativos ao blogue. Quais os dias onde geralmente há mais visitas (segundas-feiras), qual o número médio de visualizações de cada artigo, quais os artigos mais vistos no mês que passou, etc. E a Gata Telma rebentou com a escala. Para termos uma ideia, um artigo normal, por exemplo uma crítica de cinema, atrai cerca de 16 a 18 visualizações nas primeiras 48 horas. A Gata Telma, no mesmo espaço de tempo, atraiu mais de 60. Está cientificamente comprovado: gatos e internet são uma combinação de sucesso.
Mas comecemos então pelos “mais” e “menos” do blogue. Pois bem, dos artigos aqui colocados no ano de 2013, os mais populares foram:
1º A Gata Telma e os Telminhos (2)
2º Django Libertado
3º Batalha do Pacífico
4º Da Corrupção à Crise – Que Fazer?
É uma distribuição interessante e atípica. O cinema continua a ser o tema que mais visitantes atrai, mas ter um livro a disputar os primeiros lugares é algo interessante.
Quanto aos artigos menos populares, foram eles “História da Segunda Guerra Mundial”, “Emperor – The Gates of Rome” e “200: Anno Wagner”. E devo dizer que isto me deixa com uma profunda depressão, pois foram precisamente os três artigos que mais trabalho me deram a compor, pois inclusive dei-me ao trabalho de fazer uma pesquisa mais abrangente em termos de História para acrescentar algo mais a cada um dos temas. É inglório constatar que aquelas peças que mais empenho tiveram da minha parte, foram as que menos interesse despoletaram na audiência. No caso do artigo sobre os 200 anos de Wagner, apenas 4 pessoas tiveram interesse em abri-lo. Fico triste, mas - alas! – c’est la vie!
Em relação às restantes estatísticas, houve alguns dados curiosos. Durante uns largos meses eu entendi não escrever sobre os livros que lia, pois o interesse que esses artigos recebiam era manifestamente diminuto. No entanto, a meio do ano reparei numa coisa curiosa. Os artigos mais antigos sobre livros tinham um crescimento sustentado e constante. Ou seja, um artigo sobre um filme, ou um qualquer outro tema, atrai muita gente durante uma semana ou duas, mas depois disso cai no esquecimento, enquanto uma crítica a um livro tem muito poucas visualizações no momento, mas continuamente vai crescendo, e crescendo, e crescendo. Notei isto graças a “O Segredo de Afonso III, de Maria Antonieta Costa”, sobre o qual escrevi em Janeiro de 2012, e que neste momento, no histórico do blogue, ocupa a 5ª posição dos artigos mais lidos desde que iniciei o blogue. Se olhar para a lista dos 10 artigos mais populares, cinco deles são ocupados por livros. Isto é excelente! Foi essa constatação que me levou a voltar a escrever sobre livros. Juntar o útil ao agradável é como juntar gatos e internet…
Resta referir que, a título de curiosidade, em Agosto houve um inesperado afluxo de 16 visitas vindas do Brasil direitinhas ao artigo do “Cloud Atlas”, que na altura até nem tinha tido grande êxito, e que com esta avalancha entrou na lista do Top 10.

Feita esta introdução, vamos então às distinções mais importantes da blogosfera e arredores. Preparem os Oscars, preparem os Nobel, preparem as medalhas Olímpicas, eis os Prémios Psy 2013:

2013: Uma Música
É pena que 2013 fique para a História como o ano da badalhoca nua a lamber martelos, porque de facto foi um ano com muita coisa boa a passar-se em termos musicais. Confesso que poderia escolher metade das canções do álbum de lançamento dos Imagine Dragons, sendo que tenho um fraquinho especial pelo “Demons” (link). Apesar de não ter gostado do novo álbum dos Arcade Fire, o single de lançamento, “Reflektor” (link), também fica entre os melhores do ano. No entanto, fãs do Prodigioso Psy, tenho a dizer-vos que este ano o galardão fica em casa. E até podia ficar em casa duas vezes, porque a música Portuguesa continua a dar cartas. Não apenas cartas, mas ases de trunfo. Poderia ter ficado a versão da “Canção de Engate” (link) feita pelo Tiago Bettencourt em acústico, mas por mais 0,0000001 na pontuação, este ano o troféu vai para o deslumbrante “Desfado” da Ana Moura.

 2013: Um Filme
Sem hesitações: The Wolverine! Best Movie Ever!!!
Hmmm, não engano ninguém segunda vez, pois não? Hehehe!
2013 teve muitos bons filmes. Desde “Django Libertado”, passando pelo emocionante “A Gaiola Dourada”, ou o próprio “O Hobbit: A Desolação de Smaug”. Mas, como o prémio só pode calhar a um, este ano fica nas mãos de um mexicano de nome Alfonso Cuáron, responsável pelo fenomenal “Gravidade”. Apesar de todas as fragilidades que tem em termos de argumento é uma coisa única em termos cinematográficos, de uma perfeição aterradora, e com a capacidade de surpreender num mercado de cinema que já pouca originalidade consegue trazer.

2013: Um Livro
Pois é, lá passou mais um ano onde li menos de metade do que gostaria de ter lido. Mesmo assim, da cerca de uma dúzia de livros que consegui folhear, inclino-me para escolher o “Emperor – The Gates of Rome”. Nem mais, o de há bocado. Aquele sobre o qual ninguém leu. Esse mesmo. E sabem que mais? Agora, por vingança do Chinês, também não falo mai nada sobre o livro. Tenho dito!

2013: Um Comentário Político


2013: O Momento Mr. Bean do Ano
THE PSY é uma pessoa importante, e como tal de vez em quando tem reuniões importantes, com gente superimportante, e tal. Em Janeiro, THE PSY mete-se no Psymobile (que, aproveito para informar, completou 100 000 km mesmo no final do ano – sai uma taça de champanhe para todas as pessoas cool que já partilharam uma viagem no Psymobile), e segue direito a Olisipo, capital do Muy Nobre e Sempre Leal Império Psy. Mas, pormenor engraçado, o Prodigioso detesta conduzir em Lisboa, em particular na zona da Av. da Liberdade. EM PARTICULAR no dia em que se lembram de alterar todos os sentidos das vias por causa das alterações na rotunda do Marquês (meu primo)! Escusado será dizer que depois de ter dado 473 voltas a ruas que nem devem constar no mapa, o tic tac do relógio começa a stressar o Prodigioso. Encontrado um lugar para estacionar, vou a correr ao parquímetro, e saio disparado rua acima em direcção ao local da reunião. A mais de meio da rua, olho casualmente para a mão e dou por mim a pensar “Hum? Por que raio venho com um papelinho na mão? Ah, espera! É o talão do estacionamento! Hã? Mas por que é que o tenho na mão? E agora que penso nisso… ONDE ESTÁ A MINHA CARTEIRA?!?!?!”
Conclusão: o Prodigioso Psy atirou a carteira para cima do tabelier, fechou a porta do carro, e desatou a correr rua acima com um papel de estacionamento na mão…
Senilidade precoce? Não, não, nada disso, estava tudo planeado…

2013: Um Momento
Ora bem, meus infantes, é chegado O Momento. Até aqui é apenas aquecimento e entretenimento. Na realidade, o que o pessoal quer é chegar à rubrica mais importante de todas. Aquela que nos brinca com a nostalgia, e faz recordar todos os bons momentos do ano que passou. Desta vez, por motivos de ordem técnica, THE PSY não levanta a sua taça de champanhe, mas sim uma de limoncello, a todos aqueles que: me fizeram crumble de maçã (pelo menos um deles, já que o outro era com o objectivo de me partir os dentes); me apelidaram de “Prodigioso” e “Senhor dos Cascos”; me ofereceram o “Twilight” (versão B.C.); derreteram numa churrascada de Verão com 40º C e má sangria (culpa do puto surfista que também me estraga a comida); correram o Algarve de uma ponta à outra para que eu pudesse saciar a fome de choco grelhado (adoro-vos com cada um dos meus tentáculos); me arrastaram para ver os The Gift ao vivo, no meio de vacas, bezerros e algodão doce; perderam os jogos todos contra mim no Arkham, no Zombicide, no Race for the Galaxy, e em tudo o resto, porque eu sou um gajo buéda cheio de power e ganho os jogos todos (mesmo aqueles que são cooperativos); me levaram a ver coisas bonitas no MNAA, e depois no Miradouro do Arco da Rua Augusta, e que ao descer as escadas riram que nem galinhas histéricas com a senhora do “ATENÇÃO! Eu vou a passar!”; e que dias depois repetiram a dose, mas desta vez ficámos como galinhas histéricas à conta do careca que espetou a tromba na porta transparente do restaurante, soltando um genuíno e poético “foda-se” (aposto que a marca ainda hoje lá está na porta); trocaram comigo mails e artigos para debater as Alterações Climáticas e o fracking (não, não estou a falar de Battlestar Galactica); conseguiram pôr-me a falar sobre BD de qualidade aqui no blogue (olha que o teu irmão correu Roma inteira à procura de uma prenda para ti! Trata-o bem!); me levaram a ver um espectáculo fenomenalístico com águias, corujas, e outros bichos assassinos com bicos e garras, e até me deixaram fotografar ao lado de uma gaja toda boa, cheia de pêlo e penas; sufocaram de tanto rir com o jogo “A Odisseia de Pedro” (a propósito, sabem que o orientador de estágio dele foi o Relvas? – ahahaha, eu disse que o punha no blogue!).
E para não dizerem que saem daqui de mãos a abanar, guardei uma prenda para este Balanço. Tomem lá uma foto dos Telminhos junto ao Psymobile. Quem é amigo? Quem é?

E, como o melhor guarda-se para o fim, ergo uma taça de limoncello, uma de vodka, uma de champanhe, três de Guinness, e outras tantas do que vos apetecer, aos meliantes que quase por acaso me levaram a passar o fim-de-ano à minha Cidade Eterna. Roma é, e será sempre, o meu coração. É a cidade a que anseio regressar mal acabo de a deixar. É o único sítio do mundo que já visitei onde sinto as lágrimas a cair pelo rosto enquanto caminho pelas ruas. Onde sinto o peito apertado ao contemplar cada estátua, cada coluna. Não quero trair a minha Lisboa, mas por cá não me acontece a voz falhar enquanto estou a falar de um quadro a outra pessoa, ou a contar o (muito pouco) que sei da História da cidade. Há uma magia qualquer que me seduz naquelas pedras, uma serenidade imortal e intemporal que me embarga a voz e humedece os olhos. Roma será sempre o meu destino, a minha chama e a minha alma. Voltei lá passados sete anos (um por cada uma das suas colinas). Daqui a outros sete quero lá voltar.
Estátua de S. Pedro, Basílica de San Giovanni in Laterano, 1711
(Foto do Prodigioso Psy)

Está feito, e está dito! Tratem de garantir que têm um excelente 2014, e que arranjam uma série de Momentos para recordarmos daqui por um ano. Despeço-me com amizade, e dizendo… MONKEY BALLS!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

2012: O Balanço



O ano 2012 não deixou grandes saudades. Desde a histeria colectiva em que se viveu boa parte do ano, com as maçonarias, as reformas do Presidente da República, e tanta outra coisa absurda, até à imposição aparentemente definitiva do aborto ortográfico, pode dizer-se que foi o ano de “reality check” colectivo. Descobrimos finalmente que não tínhamos dinheiro, não tínhamos voz activa, não tínhamos peso, e que no meio de tudo isto a democracia é uma ilusão. Bonita, mas mesmo assim uma ilusão. Assistimos a amigos a ir embora para outros países, e a amigos e familiares a perderem o emprego, enquanto a maralha sem moral continua a fazer o que quer e lhe apetece sem quaisquer consequências. Não temos afinal a capacidade de mudar as coisas, como desejaríamos. Não estamos assim tão diferentes dos tempos dos senhores feudais, onde continuamos a sacrificar o que temos para que os nobres continuem a comer as cerejas no topo dos bolos. Os tempos mudaram, os vícios não.
Enfim, mas centremos as nossas atenções neste blogue, que no meio disto tudo é o que nos traz aqui. Para que 2012 fique devidamente encerrado, vamos ao famoso BALANÇO DO ANO!
Até para este pobre blogue o ano de 2012 foi trágico. Senão, vejamos: enquanto no ano passado chegavam aqui muitos internautas que pesquisavam por “badalhocas no facebook”, se bem se lembram, este ano a maioria dos visitantes chegou aqui à procura de “livro de reclamações”. O que não deixa de ser uma enorme ironia, sendo eu um Grumpy Cat que manda vir com tudo e mais alguma coisa. Fiquei igualmente surpreendido ao constatar que ao contrário do ano passado em que a maioria dos visitantes vinha da Holanda, este ano… nem um! Em compensação, parece que agora tenho uma legião de admiradores vindos da América. Portanto, como mandam as regras da boa educação: “Dear American visitors, if you voted for Obama, please learn Portuguese and continue to browse the site. If not, Grumpy Cat wishes you to choke. Have a nice day.”
Em termos de “posts mais vistos” os prémios este ano vão para: 1) “A Glória dos Traidores”; 2) “O Hobbit”; 3) “Cloud Atlas”. O que é interessante, porque no ano passado sempre que escrevia sobre cinema ficava a falar com os cucos. É sempre bom mantermos a coerência.
Nas antípodas, os “posts menos vistos” foram “O Nobel da União Europeia” e “Filhos da Madrugada Cantam Zeca Afonso”. Hmmm, portanto, quando eu falo de hobbits e dragões vem toda a gente a correr, quando falo de coisas sérias, ninguém liga. Conclusão: o blogue foi invadido por miúdos de seis anos. Em 2013, falar de Morangos com Açúcar!
Passemos, então, aos Prémios PSY 2012.

2012: Uma Música
O ano que passou até foi interessante em termos de música. Infelizmente vai ficar para a História como o ano em que um intrujão coreano que roubou o meu nome conquistou o mundo inteiro com o “Gangnan Style”.
Pela parte que me toca, podia ir buscar muitas canções para dizer “foi esta”, e confesso que a Adele com o magnífico “Skyfall” esteve quase a ser a eleita. No entanto, e apesar de ser praticamente desconhecida (obrigado media nacionais por só passarem lixo), este ano o que me arrebatou (apesar de ter sido lançado ainda em 2011) foi um tema dos magníficos Florence and the Machine.

2012: Um Filme
Em termos cinematográficos este foi um ano “misto”, essencialmente por ter apanhado algumas das maiores desilusões da minha vida cinéfila. Mas, acima de tudo, foi um ano em que tomei consciência da diferença abissal que existe entre a forma como as gerações actuais e as gerações anteriores percepcionam o cinema. Quando fui ver os “Vingadores” pensei “ok, é um filme engraçadito”; nunca me ocorreu ver pessoas a bradarem aos céus e a classificarem-no como um dos melhores filmes de todos os tempos. “Prometheus” deixou-me na dúvida; é um excelente filme de ficção científica (Riddley Scott continua a ser Deus), mas achei-o muito aquém das expectativas enquanto filme enquadrado no universo “Alien”. Depois houve aquele “terceiro filme da trilogia Batman do Nolan”, que eu já fiz um esforço para apagar da minha memória, e que mais uma vez tem legiões de amibas que o acham o melhor filme de todos os tempos. Felizmente, o último trimestre salvou aquele que se encaminhava para ser mais um ano trágico. “Skyfall” foi uma boa surpresa, e uma digna homenagem aos 50 anos de James Bond.
Isto tudo para dizer que, quem ainda está à espera para descobrir qual foi o meu filme preferido entre o “Hobbit” e o “Cloud Atlas” é porque tem andado muito distraído a ler este blogue.

2012: Um Livro
Falando em tragédias, 2012 foi a título pessoal um ano trágico em termos de leitura, porque li menos de metade do que queria/deveria ter lido. Além de ter tido azar na escolha de alguns livros que se revelaram um completo desperdício de tempo, ainda houve mais uma catrefada deles que larguei a meio.
Dito isto, cabe-me falar de “The Master and Margarita”, do russo Mikhail Bulgakov. É um colosso literário que nem depois de o ler tenho total percepção da sua dimensão. Trata-se de uma história surrealista (o que é dizer pouco), passada na União Soviética do início do século XX, reunindo um conjunto de estranhas personalidades, entre as quais o próprio Satanás disfarçado de mágico, e um gato falante que aparece na capa com uma pistola e uma garrafa de vodka. Surrealista o suficiente? Li muito sobre a obra depois de a terminar, e confesso que tem uma história fascinante, que não consigo acompanhar por inteiro, dado que não sou propriamente um expert em História da Rússia. Fiquei deslumbrado com a ousadia do livro, e todo o ambiente literário-fantástico em redor do mesmo. Depois de conhecer o percurso da obra ainda me tornei maior fã da mesma. Espero um dia voltar a lê-lo, de preferência depois de conhecer mais aprofundadamente a realidade russa do início do século XX, e assim conseguir interiorizar bastante melhor todo o significado do livro.

2012: Um Comentário Político

2012: Um Momento
E porque porra haveria eu de escolher apenas um, quando tenho a felicidade de ter vivido dezenas deles? A vida é demasiado boa para nos cingirmos a apenas um momento, ou até mesmo dois, ou três! Por isso, ao bom estilo hobbit, ergo a minha garrafa de Casal Garcia para brindar a todos os que: partilharam comigo um chocolate quente numa esplanada em Janeiro (a morrer de frio); beberam comigo uma Guinness num Irish Pub; me disseram na praia “Mas como é que tu não conheces Dr. Who?!?”; trocaram comigo ovelhas por tijolos (hehehehe); obrigaram-me a regressar a um restaurante Indiano (calma, ainda estou vivo); foram comigo ao cinema (deixando de fora uma pessoa que me rogou sete pragas porque eu não a convidei a ir ver o Hobbit por saber que ela ia detestar o filme); jogaram comigo horas intermináveis de roleplay onde fazemos Tolkien empalidecer com a nossa awesomeness; me puseram a assar castanhas dentro de uma lareira (e a espalhar sal pelo chão da casa toda); tiraram comigo fotos tresloucadas no meio de budas gigantes (ainda estou à espera de as ver!!!); jogaram comigo xadrez na praia, durante um fim-de-semana onde até me pagaram o bungalow (woohoo!!!!); ficaram a olhar para mim em estado-de-choque cada vez que tento convencer a minha discípula jedi que todos os animais do mundo fazem “muuuuuuuuuu”.
E que 2013 tenha três vezes mais momentos destes, onde eu continue a fazer-vos rir, continue a rir de mim próprio, e continue a rir à gargalhada com vocês (como, por exemplo, quando uma certa vidente confunde a garrafa de Fanta com a de vodka).

2012: O Momento Mr. Bean do Ano
Verão. THE PSY vai a uma feira medieval com um grupo de amigos. A malta senta-se para comer caldo verde  numa daquelas mesas grandes, com bancos compridos. Ao nosso lado está um casal de Canadianos, metido consigo mesmo. THE PSY mete conversa, e pouco depois temos uma mesa animada onde nos fartamos de conversar, tirar fotografias, ouvir o Canadiano a tocar a sua harmónica, e onde obviamente THE PSY diz aos Canadianos para visitar uma série de coisas boas em Portugal, aproveitando ainda para dizer mal dos Espanhóis. Como exigem as regras da boa etiqueta. Passada quase uma hora de amena cavaqueira, o gentleman Canadiano, sentado ao meu lado, com a maior das naturalidades, inclina-se ligeiramente para a frente, empinando o cu e soltando um tremendo peido. Não me refiro a um mero traque, daqueles que fazem as bordas do cu bater uma na outra como se fossem castanholas. Muito pior. Pensem mais em algo ao nível de o Godzilla a acordar mal disposto, com uma bomba atómica a cair-lhe em cima. THE PSY, com a sua educação muito Europeia, fica estarrecido, de olhos esbugalhados, pálido, imóvel, em choque absoluto.
Algum tempo depois perguntam os amigos: “O que é que se passou que estavas tão falador e de um momento para o outro ficaste tão calado?”
Percebo agora a música do South Park:
Times have changed
Our kids are getting worse
They won't obey the parents
They just want to fart and curse!
 Should we blame the government?
 Or blame society?
 Or should we blame the images on TV?
 No, blame Canada!
 Blame Canada!


Ora bem, e não posso encerrar o balanço do ano sem cumprir uma promessa que deixei no ano anterior: a das badalhocas! Sim, para os mais esquecidos eu prometi que iria homenagear o facto de um dos termos mais pesquisados que trazia visitantes a este blogue ser “facebook de badalhocas”. E assim sendo, aqui vos deixo com os votos de um Bom 2013, acompanhado de uma foto escaldante da maior badalhoca de todos os tempos!




terça-feira, 20 de dezembro de 2011

2011: O Balanço


Chegando o final do ano chega também aquela altura em que toda a gente decide fazer um balanço do ano. Portanto, aqui vai...

Sendo que 2011 foi o ano em que THE PSY inaugurou este blogue, e com isso passou a partilhar a sua suprema sabedoria com o resto da Humanidade, é justo que se comece este balanço pelo blogue. Bom, e o quão surpreendentes são algumas das revelações! Senão vejamos: entre 9 de Maio e 20 de Dezembro o “Gnosei Seauton” teve 857 visitas, o que significa que há muita gente a pagar cinquenta euros de Net por mês e que depois perde o seu precioso tempo a ler as baboseiras que eu para aqui escrevo. Não há-de o mundo estar condenado...
Mas nessas 857 visitas escondem-se alguns dados muito curiosos. Seria expectável que, tratando-se de um blogue Português, o maior volume de visitantes viesse de Portugal. Ou, dado que o Brasil é o país que reúne o maior número de falantes da bela língua de Camões, fosse aí a origem do maior fluxo. Mas não. Nem Portugal, nem Brasil, nem qualquer país da lusofonia. O maior número de clientes de THE PSY vem... da Holanda! Sim, confesso-me tão abismado como vós, tanto para mais que nunca aqui falei de qualquer coisa remotamente ligada ao simpático país alaranjado. Mas como nós Portugueses somos conhecidos enquanto calorosos anfitriões, permitam-me então dirigir-me aos simpáticos visitantes dos Países Baixos para lhes dizer: “Welkom Nederlandse vrienden! Vergeet niet om onze wijn proeven!” Que é como quem diz “Bem-vindos amigos Holandeses! Não se esqueçam de provar o nosso vinho!”, ou pelo menos é isso que o Google Translator me garante a pés juntos...
Continuando, outro dado interessante tem a ver com a popularidade dos artigos aqui colocados. Deixo aqui um print screen onde se pode ver o Top 5.
 


Não me surpreendem os 3 primeiros, dado que foram dedicados a algumas das pessoas que têm o distinto prazer de usufruir da minha companhia. Já, por outro lado, revelo que é uma agradável surpresa constatar que os artigos referentes ao Hans Zimmer e a um dos livros de culto do maior escritor de ficção-científica estão entre os mais vistos. Mas enfim, não deveria ficar assim tão espantado, pois obviamente todas as pessoas que seguem o que THE PSY escreve têm uma formação cultural muitíssimo acima do resto da Humanidade, para além de serem mais inteligentes, e incrivelmente mais bonitas.
Ora, por oposição, os artigos que menos popularidade tiveram ao longo do ano, foram:
- X-Men: First Class (crítica)
- Super 8 (crítica)
- Contágio (crítica)
Humm... três críticas de cinema... três artigos menos vistos no ano. Mensagem recebida! Para 2012: menos cinema, mais do resto. Espero que os amigos Holandeses estejam de acordo...
E para encerrar este “balanço ao blogue” resta investigar quais foram os termos pesquisados no Google que trouxeram os pobres e incautos internautas a este antro.
 


Se por um lado acho piada ver que houve malta que veio aqui parar à procura de “painéis fotovoltaicos na Croácia”, por outro lado fico perplexo ao constatar que o Google sugira a alguém que pesquisa “BADALHOCAS” que venha ter a este blogue. Mas tudo bem, eu sou um democrata, e se os meus fiéis súbditos querem badalhocas fica desde já o meu compromisso de logo no início de 2012 fazer um post inteiramente dedicado a esse tema!
Palavra de THE PSY!

Passando então este balanço do ano 2011 para outros campos...

2011: Uma Música

 


2011: Um Filme
Ora, este até foi talvez o ano em que mais vezes fui ao cinema (tanto dinheirinho mal gasto...), e como tal é sem qualquer dúvida que, na minha opinião, o melhor filme do ano é...
Ooops! É verdade, quase me esquecia, não querem ouvir-me falar de cinema! Ok, ok, já não digo mais nada!

2011: Um Livro
Este foi um ano em que li consideravelmente menos do que gostaria de ter feito, mas para compensar tive a fortuna de ler algumas coisas inesquecíveis. “A Obra” é sem sombra de dúvida A Catedral do Mar, o livro que serviu de mote para a abertura deste blogue. É um livro ímpar, monumental, apaixonante, e de uma dimensão rara (e não me refiro às mais de 800 páginas). Como não me deixaram falar de cinema, vou ser generoso e referir mais dois livros: uma biografia de Churchill (figura aliciante) e Fight Club - sim, esse mesmo, o do filme - que tem uma narrativa intensa, quase psicadélica, demasiado gráfica e que sufoca o leitor na anarquia literária.

2011: Um Acontecimento
A chegada a este Paneta Azul da minha discípula Jedi. Se já de si é bom ver dois dos nossos mais preciosos amigos “juntarem os trapinhos”, vê-los trazer a este mundo a coisa mais linda da galáxia - e que é de tal forma poderosa no uso dos seus poderes Jedi que consegue colocar um badass como THE PSY a rebolar no chão e a fazer caretas - não há palavras suficientes no léxico PSYANO para descrever o quão extraordinário isso é.

2011: Um Momento
Um fim-de-semana estupendo em Vila Nova de Milfontes, rodeado de gelados e croissants que deviam ser legalmente proibidos por serem demasiado bons, e com direito a “campismo de faca e alguidar”. Aaaaah, como é bom acordar ao som dos passarinhos, e logo pela manhã ter este diálogo:
(JP) “Olha lá, não ouviste barulho durante a noite? Aí uma granda confusão...”
(THE PSY) “Epá, ouvi qualquer coisa, sim. Um atrasado mental qualquer aí aos berros, e vidros partidos... Uma granda telenovela mexicana!”
E de seguida olho para o lado e vejo um miudinho de 10 anos a olhar para mim e a dizer: “O meu Pai esta noite andou aí à porrada com uns gajos.” A minha divina cabeça roda cinco centímetros para a esquerda e eis que tenho a dois metros de distância o Pai do miudinho com a mão ensanguentada e enrolada em ligaduras. THE PSY coloca o seu mais aprazível sorriso e diz: “Ah... Hehe... Olá!... Hummm... Bom dia?”

2011: O Momento Mr. Bean do Ano
Final de Novembro. São cerca de 19h30 e THE PSY regressa de uma reunião distante do local de trabalho. Desejoso de chegar a casa para tomar banho e jantar, THE PSY pára nas portagens à saída da autoestrada para colocar o talão e proceder ao pagamento. A simpática maquinazinha decide cuspir o talão e dizer “título incorrecto”. THE PSY fica incédulo a olhar para o talão a ser levado pelo vento. À frente tenho a cancela da portagem. Atrás tenho uma fila carros. A cabine é destas recentes que não tem portajeiro. E como estou para pagar, encostei o carro à cabine da portagem, mal tendo espaço para abrir a porta. THE PSY abre a porta menos de um palmo, encolhendo-se todo e arrastando-se ao longo do bólide, berrando uma “certa e determinada quantidade de impropérios que não podem ser reproduzidos neste espaço familiar”, e assim dou por mim, ao início da noite, feito Mr. Bean, no meio da autoestrada à procura do talão.
Espero que as câmaras de filmar da Brisa não captem som, caso contrário ainda corro o risco de receber em casa uma multa por “conduta imprópria em espaço público”...

2011: Um Comentário Político
 





E para terminar, agora que já parodiei tudo o que havia a parodiar, fechemos o “Gnosei Seauton 2011” com um pensamento sério para o próximo ano. A “centenária caravela Portuguesa” está a navegar por águas muito difíceis. Não é, nem nunca será, minha intenção procurar aqui culpados e apontar o dedo aos políticos, ao Rato Mickey ou ao Pinto da Costa.
No programa “Olhos nos Olhos”, há umas semanas o Medina Carreira avançou uns números que não mais me saíram da cabeça: 18% dos Portugueses vivem em situação de pobreza, e se não fossem os apoios sociais este número subia para 42%. Estamos a falar de quatro milhões de pessoas. Há sítios no nosso país onde as únicas refeições que as crianças fazem durante o dia são aquelas que recebem na escola, muitas vezes suportadas pelas autarquias. Da Grécia chegam-nos notícias de crianças que desmaiam nas aulas por causa da fome.
Não tenho grande vocação para moralista, mas creio que temos a obrigação de tentar fazer algo para ajudar quem está a passar por isto, e na grande maioria dos casos não tendo culpa nenhuma. Assim, quem puder, que adopte como “resolução de Ano Novo” ajudar quem está no limite. Muitas vezes nem é de dinheiro que as instituições de apoio social necessitam. Contactem-nas e vejam como podemos colaborar. Informem-se nas juntas de freguesia, ou nas misericórdias, nas paróquias, ou até mesmo na Internet.
Se conseguirmos fazer isto, seremos de facto o nobre povo da nação valente e imortal.