Há alguns dias falei por alto de Aurea, uma das
revelações recentes na música nacional. Pouco depois disso decidi-me a comprar
o seu álbum de estreia. Tenho andado fascinado com a miúda desde então!
Certo, ser toda gira ajuda imenso, mas para o caso falo
da sua voz e da sua música. Com excepção do seu single de estreia “Busy for me”
as principais rádios Portuguesas têm-lhe dado pouca atenção (continuo
diariamente a ser bombardeado com Lady Gagada e uns tantos DJ supostamente da
moda). Típico.
Todo o álbum é de uma qualidade surpreendente. Não é só a
voz linda que ela tem, é também a variedade, a qualidade da música e até de
algumas letras. A canção que – de longe – mais me apaixonou é uma daquelas que
nunca vai ser conhecida, pois é demasiado arrojada. Chama-se “The Witch Song”.
A produção é deslumbrante, a capacidade vocal surpreendente,
e eu quero casar-me com esta mulher! Quem lhe criou a canção (o CD diz: Ricardo
Ferreira, João Pedro Matos e Rui Ribeiro) merece um prémio Nobel. Faz-me
recordar algo do “The Wall” dos Pink Floyd misturado com algumas bandas sonoras
de filmes da Disney compostas pelo Alan Menken.
Pois bem, a moça acaba de vencer o “Best Portuguese Act”
da MTV Portugal e vai concorrer ao “Worlwide Act” dos MTV Europe Awards (seja
lá isso o que for). Não me admirava que lhe acontecesse o mesmo que à Mariza:
só depois de ganhar um prémio internacional é que cá dentro vão reparar nela.
Posto isto, quem anda por aí a ouvir Lady Gagada e ainda não
conhece Aurea está a partir deste momento autorizado a cortar os pulsos com uma
colher de pau.
